Dr. Bactéria ensina como evitar problemas com a Ceia de Natal

Ceia de Natal 2013

Festas de fim de ano nunca estão completas sem uma mesa farta. Peru, pernil, leitão, farofa e maionese são exemplos de pratos que não costumam faltar nestas comemorações.

O problema é que, em muitos casos, as ceias de Natal e Ano Novo se estendem madrugada afora – não raro até a manhã seguinte. Assim, os alimentos ficam durante horas sobre a mesa, em temperatura ambiente, totalmente desprotegidos. Com o calor típico desta época, bactérias e outros microrganismos também fazem a festa. Eles se multiplicam rapidamente, podendo tornar indigestos até pratos preparados com rígido controle de higiene. Quem tiver a infelicidade de consumir um alimento contaminado certamente vai passar o Natal ou o Réveillon de forma bem diferente da planejada.

Mas isso tudo pode ser evitado com alguns cuidados básicos.

Quem for encomendar o pernil, leitão ou qualquer outro assado a terceiros (bufê, padaria, rotisseria etc) deve combinar o horário da retirada do prato. O correto é levá-lo para casa ainda quente, recém-saído do forno. “Ou seja, nada de levar para casa o assado depois que ele ficou mais de duas horas à temperatura ambiente, à sua espera”, diz o biomédico Roberto Martins Figueiredo, popularmente conhecido como Dr. Bactéria.

Ao chegar em casa com o assado, prossegue o especialista, o correto é colocá-lo na geladeira, a uma temperatura entre 4º e 5º C. Antes de servir o alimento, reaqueça-o a mais de 75º C. “É necessário calcular um intervalo de no máximo meia hora entre a entrada triunfal do prato na sala de jantar e o início da refeição”, ensina Dr. Bactéria.

No final da refeição, quando todo mundo acabou de se servir, não se deve deixar os alimentos sobre a mesa. Eles devem ser colocados na geladeira, descobertos. Duas horas depois, já podem ser tampados. Quanto às sobras, se for utilizá-las no dia seguinte, reaqueça-as a mais de 75º C e sirva em seguida. Se as sobras forem consumidas depois de 4 ou 5 dias, é necessário congelá-las. Coloque-as em sacos plásticos próprios para freezer, tomando o cuidado de eliminar o ar de dentro e etiquetar com o nome do produto, a data de congelamento e a data de validade. “Mas lembre-se. O que sobrar desta vez deve ira para o lixo”, conclui Dr. Bactéria.